domingo, 18 de outubro de 2009

CHAPA 3 - Travessia

NÓS ESTAMOS NESTA CHAPA



FILIEM-SE ATÉ DIA 19 DE OUTUBRO, SEGUNDA-FEIRA

 
GISLANE, CRISTIANE, THAÍS


O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrou­xa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.
Guimarães Rosa

Nós, professoras/es da educação básica (educação infantil/ensino fundamental/ ensino médio) e auxiliares deescola/ biblioteca/secretaria, construímos uma chapa junto com outros/as trabalhadores/as em educação para disputar as eleições do Sind-REDE/BH em novembro.
Participamos e votamos na Chapa 3 - Traves­sia, porque é composta por companheiras e companheiros que têm coragem de enfrentar as imposições do governo e de, junto com a categoria, organizar lutas para realizarmos conquistas importantes.
No último período, apesar das tentativas da PBH de ampliar o calendário escolar, manti­vemos os 200 dias letivos e o limite máximo de 04 escolares; derrotamos na Câmara Muni­cipal a proposta do governo de regulamentar nossas férias em janeiro.
Defendemos veementemente, durante o ano de 2009, a deflagração da greve como a me­lhor estratégia paraenfrentar os desmandos do atual prefeito e garantir a manutenção dos nossos direitos e o reajuste salarial.
Nós participamos da CHAPA 3 – TRAVESSIA porque acreditamos no trabalho coletivo e desejamos continuar o debate pedagógico da REDE, divulgar e manter a memória coletiva das lutas e conquistas da nossa categoria.
As/os militantes que compõem a CHAPA 3 - TRAVESSIA vêm, no decorrer dos anos, parti­cipando do protagonismo pedagógico da Re­de e têm investido em cursos de formação, e na publicação de cadernos de formação e revistas de divulgação do trabalho realizado nas escolas, a partir dos cargos que seus/suas representantes ocupam atualmente na dire­ção do Sind-REDE/BH.
A CHAPA 3 – TRAVESSIA é uma chapa composta por representantes e militantes de escolas de todos os segmentos da categoria e presen­tes em todas as regionais. NA CHAPA 3 - TRA­VESSIA estão presentes pessoas que lutam há muitos anos pela política educacional e valori­zação dos/as trabalhadores/as, e também pessoas novatas na Rede, que já entraram enfrentando com coragem e determinação o autoritarismo do governo.
A CHAPA 3 – TRAVESSIA conta com atuais diri­gentes do sindicato; Conselheiros/as que re­presentam nosso segmento no Conselho Muni­cipal de Educação e Conselho do FUNDEB; Professores/as da Educação Infantil, do Ensino Fundamental (1º, 2º e 3º ciclos) e do Ensino Médio; Auxiliares de Biblioteca, Secretaria e de Escola; Companheiros/as em Readaptação Funcional; Diretores/as de Escola e UMEI e todas as gerações dessa categoria.
A CHAPA 3 – TRAVESSIA possui lideranças nos diversos segmentos da categoria, incluindo os/ as professores/as de disciplinas especializadas que batalham pela permanência em suas es­colas de lotação e aqueles/as que têm luta­do pela continuidade do Ensino Médio na Rede Municipal.
As eleições acontecerão nos dias 03, 04, 05 e 06 de novembro com urnas itinerantes nas escolas. Para votar na CHAPA 3 – TRAVESSIA filie-se até dia 19 de outubro.

 
Conheça um pouco mais da CHAPA 3TRA­VESSIA no nosso site http:// www.redetravessia.com.br. Envie suas suges­tões e propostas através do nosso email rede­travessia@gmail.com





















quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Parabéns Professor!

Caríssimos(as) colegas professores e professoras,

Escrevi esse texto em 2000 quando era vice-diretora da FaE.
Recentemente tive a alegria de encontrá-lo formatado no YOU Tube pelo Prof. Hélio.
Fiquei honrada e feliz.
Agora compartilho-o com vocês porque ele diz as coisas que penso sobre SER PROFESSOR.
Feliz dia 15 de outubro: o nosso dia!
Se ninguém mais parabenizar você além de mim, parabenize-se.
É muito importante ser professor!
O Brasil precisa de seus mestres para iluminar as cabeças pensantes, apontar caminhos e ficar inesquecíveis para seus alunos como alguém que não passou em branco em suas vidas.

Parabéns, colegas!
Eu me orgulho de SER PROFESSORA,
Abraços,


Profª Santuza Abras
Diretora Geral do CBH/UEMG

Parabéns a todos nós trabalhadores em Educação!
Gislane Gama


Companheiros, acreditei ser importante compartilhar com vocês as felicitações e o vídeo a direita do blog da querida Professora e diretora geral do CBH/UEMG.

Reunião de Negociação 08/10/2009 na SMED e o Recursos Humanos - Travessia Chapa 3


Oi, gente!

Na última quinta-feira, depois de três dias de disputa política na Conferêcia de Educação, tivemos uma reunião de informação... ops.... de negocação com a SMED e o Recursos Humanos. A reunião foi uma demonstração de total desrespeito à capacidade de organização da categoria e ao sindicato que a representa.
Ao adentrar a sala de reunião tivemos que escutar a primeira provocação. Como estávamos eu e a Cris na reunião e comentávamos algo da UMEI São Gabriel, o Secretário Adjunto de Educação, Afonso Renan, questionou se chamávamos as crianças de alunos. Respondi q sim e ele imediatamente completou que as "meninas" (quem trabalha com ed infantil sempre é "menina") da SMED não chamam. A Cris respondeu: "Cuidado com o preconceito" e a Dagmar afirmou q é difícil chamar uma criança de aluno se não há trabalho pedagógico. Respondi rapidamente que trabalhamos com conceitos e conteúdos com as crianças pequenas, portanto elas são alunos/as, e passamos para a pauta da reunião, caso contrário os demais itens não seriam tratados.
O primeiro ponto de pauta foi a proposta do governo para a educação municipal. Iniciaram reafirmando a mesma posição anterior sobre o ACPATE: o governo não criou estratégias para garantir a substituição de professores/as e os 20% da carga horária para o estudo, planejamento e avaliação. Disseram que para diminuir as substituições, iriam "racionalizar o atendimento na perícia médica", mas não sabem ainda o q é isto. Irão continuar exigindo que os/as professores/as substituam. Afirmam q o papel do coordenador é essencial fora da sala de aula (o que concordamos), e que eles não devem substituir professores. Os/as acompanhantes também não podem substituir, pois a função deles/as é outra.
Seguindo esta lógica da prefeitura dentro do contexto existente hj na escola, recriamos na rede a educação feita por um grupo q pensa, planeja e avalia (acompanhantes, coordenadores e avaliação externa) e outros que executam (os professores que não tem tempo para planejar, avaliar e estudar). Sobre o aumento do número de professores por turma (de 1,5 para 1,8) o governo afirmou que este quantitativo é impssível de ser implementado, pois onera a folha de pagamento. Sabemos q a situação financeira da PBH é diferente da apresentada, comprovado pela pesquisa o ILAESE.
Ainda na discussão sobre ACPATE, levamos para a mesa de negociação o dado de 2008 de uma escola da rede. Ao calcularmos a quantidade de 10% de substituições durante o ano, os/as representantes do governo afirmaram que este dado é baixo e que 10% não preocupa a SMED.
Sobre a Reunião Pedagógica, o governo retrocedeu ao acordado na última reunião: retomam a discussão da ampliação da jornada por meio de um abono das reuniões fora do horário de trabalho. O governo afirmou com todas as letras que não há possibilidade de negociação neste ponto e que eles irão encaminhar o projeto para a Câmara, independente da posição oficial da categoria. Afirmaram, ainda, que os/as diretores/as aprovam esta idéia e isto já foi negociado com eles/as.
Outro projeto que será encaminhado para a câmara, independente da avaliação da categoria, é o abono de fixação. Ao discutirmos os problemas gerados por este abono, o Secretário de Recursos Humanos, Márcio Serrano, afirmou que deu certo na área da saúde e portanto será bom para a educação.
Neste momento o governo apresentou sua proposta de remuneração para os próximos anos: remuneração diferenciada de acordo com o projeto político pedagógico das escolas. Com esta política, não haverá mais índice salarial igual para todos, e o vencimento (não explicaram se no reajuste ou por abonos) será vinculado ao desempenho da escola. Segundo eles, isto estava explícito nas propostas de governo do Márcio Lacerda e será aplicado nos próximos anos, sem possibilidade de negociação.
Sobre os/as acompanhantes de escola, disseram que no geral eles escutam elogios, e que os problemas apresentados pelas escolas são pontuais. Caso estejam ocorrendo nas escolas, devemos encaminhar o nome deles/as para a SMED.
Tratamos ainda, das portarias do calendário escolar. Sobre este ponto eles novamente demonstram o desrespeito pelo sindicato, enquanto representante da categoria, afirmando coisas como: "não temos que conversar com o sindicato para resolver questões da cidade". Disseram que o calendário foi negociado direto com as escolas, e que a situação dos próximos cortes tem que ser discutido com o Recursos Humanos, na presença de representantes da SMED. Ao final do tema desafiaram a categoria a "tomar posição e criar o fato" de não reposição de alguns dias de greve.
Para terminar, disseram que não irão acatar o parecer da CEB/ CNE sobre a permanência dos/as professores/as de disciplinas específicas no último ano do segundo ciclo, antiga quinta série. Se negaram a dar esta orientação por escrito.
No ano de 2009, a categoria decidiu em assembleia realizar várias manifestações para reivindicar seus direitos. Definiu, ainda, que não estava preparada para assumir uma greve por tempo determinado ou indeterminado. Precisamos com urgência retomar nosso movimento, não deixando que a greve seja banalizada. Esta é uma das nossas estratégias mais fortes para garantir nossos direitos e interromper com a política neoliberal do governo Márcio Lacerda.
Durante todo o ano de 2009 defendemos e acreditamos na capacidade organizativa da rede. Neste momento chamamos todos/as a refletir sobre a política que teremos que enfrentar nos próximos 3 anos, pois se não recuperarmos esta capacidade, os ataques virão com mais força ainda.

Thaís


domingo, 11 de outubro de 2009

Eu só queria ver o mar

Eu só queria ver o mar,

como se ali, os meus olhos cansados pudessem repousar.

Eu só queria ver o mar,

igual a uma criança no seu doce jeito de sonhar...

Mas não deu para eu ver o mar...

Não culpo os deuses, e tão pouco Deus, mas dói na alma, uma dor
que não sei explicar, porque eu só queria...

Apenas queria ver o mar!

Gislane Gama


domingo, 4 de outubro de 2009

Eleições no Sindicato

Nas eleições do sindicato este ano a Educação Infantil é chapa 3, Coletivo Travessia.



Nós, professoras/es da educação infantil, construímos uma chapa junto com outros/as trabalhadores/as em educação para disputar as eleições sindicais mês que vêm.


Construímos, apoiamos e votamos no Travessia, chapa 3, porque é a corrente que garantiu na atual direção do sindicato a presença de representantes desta etapa da educação básica. Com isto conquistamos importantes direitos como um calendário de 200 dias letivos, a vice-direção das UMEIs, a garantia de acumulação de cargos para os/as educadores/as, curso de pós-graduação na UFMG, o vale-refeição para educadores/as, aumento salarial significativo (infelizmente ainda não foi a unificação da carreira).


Nós conhecemos e acreditamos no trabalho do Travessia, chapa que possui acúmulo na discussão pedagógica da rede, memória coletiva das lutas e conquistas da categoria e vem, no decorrer dos anos, apostando no protagonismo pedagógico da rede. Esta corrente garantiu cursos de formação, cartilhas e revistas que refletem o trabalho nas e das escolas.


É uma chapa que garante a presença também de representantes de todos os segmentos da categoria e de todas as regionais. Nela estão presentes pessoas antigas, que lutam há muitos anos pela política educacional e valorização dos/as trabalhadores, e também pessoas novas na rede, que já entraram enfrentando com coragem as determinações autoritárias do governo.


A chapa tem as atuais diretoras do sindicato que nos representa, tem dois dos conselheiros que representa nosso segmento no Conselho Municipal de Educação, tem colegas que atuam há mais de 20 anos na Educação Infantil do município além de contar com Professores do Ensino Fundamental (1º, 2º e 3º ciclos) e do Ensino Médio; Auxiliares de Biblioteca, Secretaria e de Escola; Colegas em Readaptação Funcional e todas as gerações dessa categoria.


Conheça um pouco mais do travessia no nosso site http://www.redetravessia.com.br/ e filie-se para votar na chapa que melhor nos representa!


Atenciosamente,

As/os representantes do nosso segmento na chapa do Travessia:

Gislane,diretora do Sind-REDE e da UMEI Alaíde Lisboa; Cristiane e Thaís diretoras do Sind- REDE e da UMEI São Gabriel; Éden da UMEI Mariquinhas e do CME; Cleonice da UMEI Mariquinhas; Cristina Borges da UMEI Ouro Minas; Lili do Maria Sales; Luciene da UMEI Alaíde Lisboa; Antonieta da UMEI Carlos Prates (Asmare), do CME, do Conselho de Alimentação Escolar, Vice-diretora de UMEI; Maura da UMEI Juliana e UMEI Heliópolis, Inácia da UMEI Santa Rita, André da UMEI Granja de Freitas e Stefânia do Chirstovam Colombo.






O PODER DESARMADO






Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinha da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os dois irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal de sua casa, para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou "vestígios himenais dilacerados" e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor para "se esquecer do mundo". Esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres.

Antes, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos.

Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram os seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem a moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. E, com isso, Bar bies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres - as baixinhas, as gordas, as de óculos - um sentimento de perda de auto-estima.

Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico, tão bem representado por pistolas, revólveres, punhais.

Ninguém diz, de uma mulher, que ela é espada. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz.

E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam lata d'água e trouxa de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram crianças. Ao seu dorso que engrossou, porque ela carrega o país nas costas. São mulheres que imporão um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e corações

Viva Rita Lee, que canta: "nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda e meu peito não é de silicone... sou mais macho que muito homem"


Heloneida Sudart